Para
começar, o que vem a ser DWDM?
Objetivamente,
é uma sigla composta pelas iniciais das palavras em língua inglesa que formam a
expressão Dense Wavelength Division
Multiplexing. Em tradução direta para a língua portuguesa, seria algo como
“Multiplexação por Divisão de Comprimento de Onda Densa”. Mas não se preocupe em
decorar a tradução, pois quem trabalha com tecnologia prefere mesmo utilizar as
quatro letras – DWDM. Indispensável, porém, é conhecer os conceitos por trás da
sigla.
A
tecnologia de multiplexação tem sido usada com o objetivo de aumentar a largura
de banda das redes ópticas. O funcionamento do DWDM está baseado na transmissão
de vários sinais de diferentes comprimentos de onda ao mesmo tempo e através da
mesma fibra óptica.
Para
maior facilidade de compreensão do assunto, também é importante deixarmos claro
o que significa “multiplexar”, já que esse não é um verbo muito usado no dia a
dia. Pois bem, “multiplexar” significa “transmitir
simultaneamente várias mensagens combinadas ou intercaladas, por meio de um
mesmo canal, linha ou via de comunicação”. Dessa forma, “multiplexação” vem
a ser o conjunto de procedimentos necessários para “multiplexar” (transmitir
simultaneamente) várias mensagens. Ficou claro?
Na
prática, com a multiplexação são criadas várias fibras ópticas virtuais, de
modo que a largura de banda nos backbones
existentes fica aumentada. Esse recurso multiplica as possibilidades de
utilização do espaço disponível de uma única fibra, tornando a transmissão de
dados por unidade mais eficiente. Em outras palavras, mais informação é
disponibilizada, com uma quantidade reduzida de fibras ópticas.
O
DWDM também é capaz de combinar e transmitir diferentes comprimentos de onda ao
mesmo tempo, na mesma fibra. Para que se tenha uma ideia do ganho de
produtividade, a adoção dessa tecnologia faz com que uma única fibra óptica seja
capaz de transmitir simultaneamente mais de 150 ondas de luz de diferentes
comprimentos, cada uma delas chegando a alcançar 10 Gb/s de velocidade de
transmissão.
Em
consulta à página eletrônica União Internacional de Telecomunicações – UIT (ou International Telecommunications Union – ITU),
aprende-se que os sistemas DWDM podem combinar até 64 canais em uma única
fibra. No entanto, artigos científicos já relatam que, na prática, há sistemas
DWDM que podem multiplexar até 128 comprimentos de onda. Mais ainda: publicação
feita pelo Grupo de Teleinformática e Automação da Universidade Federal do Rio
de Janeiro – GTA/UFRJ informou que testes realizados em laboratório provaram
ser possível a multiplexação de até 206 canais. Os avanços nessa área não
param.
Uma
das principais razões do investimento em pesquisa ligada à utilização de fibras
ópticas está no interesse em buscar baixas atenuações de sinal nas transmissões
de dados. Por isso, são utilizadas regiões específicas dentro do espectro
óptico disponível, que são chamadas de janelas ópticas. Os primeiros sistemas
DWDM foram projetados para operar na primeira janela óptica, próximo a 850 nm.
Nessa janela, a atenuação é de cerca de 0.8 dB/km. Na segunda janela, operando
em torno de 1310 nm, obtém-se atenuação menor do que a alcançada na primeira
janela, próximo de 0.3 dB/km. Na terceira janela, em torno de 1550 nm, a perda
observada é ainda menor do que 0.3 dB/km. Existe também uma quarta janela, por
volta de 1625 nm, com atenuação mínima.
Vê-se que o DWDM se
constitui em uma chave tecnológica importante para integração das redes de
dados, voz e imagem de altíssima capacidade, sendo capaz de ampliar
exponencialmente os limites de utilização da fibra óptica. Tudo isso, mantendo
ou ampliando os níveis de desempenho, confiabilidade e robustez.
Fontes de consulta:
2.
GTA
/ COPPE / UFRJ - Mestrado e Doutorado em Redes de Computadores



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