Uma Conversa Sobre Planejamento Estratégico
Você já ouviu falar sobre
planejamento estratégico?
Imagino que sim.
Mas será que você saberia explicar
direitinho o que é planejamento estratégico e como ele pode ajudar sua empresa
a ter sucesso? Hummm... aí a coisa pode complicar um pouco, não é mesmo?
É sobre isso que gostaria de
conversar com você hoje. Evidentemente, não sou a dona da verdade, nem tenho a
última palavra sobre o assunto. Mas tenho aprendido algumas coisas a respeito
do tema e penso que será legal compartilhar um pouco.
Em palavras simples, pode-se dizer
que o planejamento estratégico nada mais é do que um conjunto de procedimentos
anteriores à ação propriamente dita. Tais procedimentos são destinados a
definir o caminho que será seguido para que um ou mais objetivos sejam
alcançados, considerando os cenários mais prováveis.
Na administração e operação de
negócios, garanto que essa é a primeira chave de acesso em direção ao êxito
empresarial. Vale para todos os ramos de atividade, especialmente quando se
trata de nichos muito competitivos, como é o caso do mercado dos provedores de
internet.
Aliás, se você gosta de números, talvez
ache interessante saber que a Associação Brasileira de Provedores de Internet –
ABRINT publicou um relatório em novembro de 2021, segundo o qual existem no
Brasil 18.664 provedores de internet, com o detalhe de que essa quantidade
havia dobrado de 2018 até a data da pesquisa.
Ou seja, com tanta gente disputando
um lugar ao sol, a diferença entre sucesso e fracasso pode estar nos detalhes.
E são esses detalhes, que também
podemos chamar de diferenciais da nossa marca, que aprendemos como destacar
quando nos comprometemos a fazer um planejamento estratégico de qualidade para
nosso negócio.
Para dar um tom mais objetivo e
prático à conversa, elenquei a seguir alguns tópicos que me parecem
fundamentais no que diz respeito ao planejamento estratégico:
- 1. Conhecer a própria empresa:
Antes de tudo, você precisa fazer um
bom diagnóstico do seu negócio. Quais são os pontos fortes e fracos do seu
empreendimento? Onde estão suas maiores oportunidades de aperfeiçoamento?
Comece respondendo essas perguntas, tendo como referência os concorrentes que
você considera mais relevantes no mercado, especialmente aqueles que estão em
nível de desempenho superior ao do seu negócio e que detêm uma parcela mais
relevante do nicho em que você atua. Aqui vale a pena refletir sobre a tríade missão, visão e valores da
empresa, que serão fundamentais para dar o foco adequado ao seu negócio.
- 2. Estabelecer metas:
Depois da autoanálise proposta no
item anterior, você precisa definir onde quer chegar, sendo importante lembrar
que o sucesso não é alcançado com um movimento único. Quero dizer, por mais que
você tenha um projeto ambicioso e esteja com pressa para alcançar tudo aquilo a
que se propôs, não se esqueça de que as realizações mais significativas e
consistentes chegam paulatinamente, dando-se um passo de cada vez. Estabeleça
metas de curto e médio prazos, que servirão para consolidar seu negócio. Com
seus processos internos bem estabelecidos, parta para metas mais ousadas, que
demandem uma frente mais ampla de atuação e uma presença mais aprofundada no
mercado.
- 3. Entender o mercado:
Analisar os movimentos do seu nicho
de atuação é fundamental para que suas chances de sucesso sejam reais. Você
precisa conhecer e até mesmo antecipar as demandas dos seus potenciais
clientes. Combine isso com um bom exame das possibilidades e limitações da
concorrência, de modo que você delimite com o máximo possível de clareza em
quais segmentos sua atuação terá impacto mais positivo e em qual deles seu
empreendimento terá chances de capturar as maiores fatias do mercado.
- 4. Preparar um plano de ação:
É claro que nenhuma teoria vai
funcionar se você e os demais integrantes da empresa não colocarem a mão na
massa! O plano de ação trata exatamente de como as ideias saem do universo da
abstração e são postas em prática. É importante saber quem fará o quê dentro do
negócio, assim como de qual forma e quando cada coisa será feita. Uma dica
importante: Não deixe de “dar nome aos bois”, ou seja, vincule as tarefas a
pessoas específicas, que responderão por sua realização dentro dos prazos
acordados.
- 5. Construir indicadores:
Para saber se as coisas estão
caminhando como deveriam, é importante que os resultados alcançados sejam
acompanhados tendo em mente algumas referências. A essas referências dá-se o
nome de indicadores. Eles servem para mostrar se o processo está caminhando
como desejado, garantindo ao gestor a chance de decidir tempestivamente sobre a
necessidade de alguma intervenção.
- 6. Monitorar as etapas:
Como vimos no item anterior,
construir indicadores é fundamental para a saúde do nosso negócio. Acontece que
de nada adiantará termos os indicadores mais adequados, se não acompanharmos a
evolução da empresa à luz de tais indicadores. Esse olhar atento sobre o que
está acontecendo recebe o nome de monitoramento. Notou como a construção dos
indicadores e o monitoramento estão entrelaçados? Um não faz sentido sem o
outro.
Espero que você tenha curtido o papo
que separei para hoje. Como disse no início, estou muito longe de ser a dona da
verdade. Se você tem outra visão a respeito do que eu disse, não hesite em manter
contato para trocarmos uma ideia.
Até a próxima!

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